terça-feira, 13 de março de 2012

A mais pura verdade


Nada mudou
Está tudo no mesmo lugar
Não há feridas, meu grande amor
Não há..
Eu ando chutando pedras
E cheia de devaneios
Foi o que me restou
Não procuro respostas
Não me faço perguntas
O tempo é um livro de páginas em branco
E a nossa historia é parte do conteúdo
O que escrever agora?
Deixo que o rio siga seu curso
Sem pressa, sem medo
Águas inicialmente turvas
Agora tão claras quanto o meu amor
Puras, e calmas
Não tento completar as peças do quebra cabeça
Não tento soprar promessas ao vento
E nem cantar juras de amor
Não tento tal saudade
Nem tanto penso na verdade
Voltar ao tempo do que se foi
Espero que na bonança
Volte com a mesma saudade

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